
29/05/2008 - Mons Bertino
“O bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas”
Categoria:
Entrevista
Seu lema sacerdotal:
“O bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas”.
Sua história:
Nascimento: 06 de novembro de 1937
Local: Anitápolis – Santo amaro - SC
Pais: Alexandre weber e Clementina S. Weber
Ordenação Sacerdotal: 22 de junho de 1964 – 44 anos
Local: Brig - Suíça
Monsenhor Bertino é o quinto filho de uma numerosa e abençoada família entre os 17 irmãos nascidos de Clementina e Alexandre Weber. Foi Criado em um sítio e desde a mais tenra idade já acompanhava as missas em Anitápolis.
Aos 10 anos a família se transferiu para Rio Waldrich, município de Rio do Campo. A família, aos poucos foi se adaptando a este novo mundo. A vida cristã teve sua continuidade. Achava bonito o ritual católico. Foi acostumando a ouvir o padre falar da necessidade de evangelização no mundo e a falta de sacerdotes. Ainda menino, resolveu dedicar-se à vida sacerdotal.
Sua história como sacerdote começou em 1952, quando decidiu ingressar no seminário de Salete, no Alto Vale do Itajaí. Esteve no Seminário de Azambuja, no ano de 1958, onde permaneceu por um ano. Em seguida iniciou seus estudos filosóficos no seminário maior Rainha dos apóstolos em Curitiba – 1959- 1960.
Após muitas lutas e uma vida dedicada aos estudos com muito empenho, o seminarista Bertino ganhou uma bolsa de estudos para estudar na Suíça. Permaneceu naquele país por um período de quatro anos, estudando Filosofia e Teologia pela Universidade Friburguense, onde também foi licenciado em teologia – 1961-1965.
Um ano antes de receber o diploma em Teologia, 1964, Bertino e dois amigos pediram autorização ao então Papa João XXIII, para serem ordenados antes do tempo estabelecido. Esta autorização raramente é dada ao estudante, mas eles precisavam estar em contato com a comunidade e certamente o Espírito Santo deu uma “mãozinha”. Queriam integrar os estudos teológicos com a prática. Tal pedido foi acatado e aceito pelo Papa e ele já estava preparado para o seu novo caminho.
Bertino e seus amigos, então, começaram a celebrar missas em alemão e francês, ainda na Suíça. E sua ordenação sacerdotal ocorreu em 22 de junho de 1964, na cidade de Brig naquele país.
Monsenhor Bertino lembra assim a sua viagem para a Suíça: “Bons tempos aqueles. Lembro-me da viagem de ida para lá (Suíça). Ficamos 16 dias dentro de um navio. Víamos água por todos os lados. Chegou a cansar. Mas toda a experiência foi muito rica”.
No ano de 1965 voltou ao Brasil e assumiu como vigário paroquial da Catedral de Joinville – 1965-1968. Foi orientador espiritual do primeiro seminário Diocesano de Joinville, São João Maria Vianey e professor de Educação Moral e Cívica no Colégio Estadual Celso Ramos e Colégio Santos Anjos.
Coordenador Diocesano da Pastoral da Juventude de 1968 – 1973. Assistente Diocesano da Pastoral Familiar de 1974 – 1978. Representante Diocesano de Educação Religiosa nas escolas num trabalho ecumênico (Cier – Coner de 1990 – 2004). Programa diário na Rádio Cultura das 5h50m às 6h00, desde 1968, portanto completou 40 anos de comunicação via rádio.
Monsenhor Bertino é um sacerdote incansável. Desde que voltou da Suíça, ele vive em Joinville desempenhando o seu papel de homem de Deus e que acolhe a todos. Ele faz questão de não se desprender das origens. Todas as segundas-feiras visita um sítio de amigos, no bairro Vila Nova, onde capina, planta e colhe. Acredita que o contato com a terra renova as energias.
A semana de trabalho do monsenhor reinicia na terça-feira, quando atende a comunidade na Catedral. Quando não está na igreja, visita hospitais e famílias.
Na sua agenda ainda consegue um tempo para a prática de esportes, mesmo aos setenta anos. “Caminho, jogo vôlei e basquete, meus esportes preferidos. O esporte faz bem à saúde”, diz.
Monsenhor Bertino é cidadão honorário de Joinville. Recebeu a medalha do Mérito Anita Garibaldi, pela indicação da secretaria estadual de Educação, e foi eleito personalidade do século pelo Sindicato dos Radialistas do Norte Catarinense.
Para o monsenhor, os títulos e medalhas são símbolos do reconhecimento pelos trabalhos realizados.
Monsenhor Bertino passou a ser responsável pela catedral de Joinville em 1969, onde atualmente é pároco. E diga-se que se depender da sua comunidade, ele permanecerá até quando Deus assim o quiser, pois todos o têm com muito amor e carinho como um pai espiritual.
Assim monsenhor Bertino fala dos seus anos de vida.
“Estou muito orgulhoso e me sinto gratificado por tudo o que aconteceu na minha vida, e minha única preocupação sempre foi fazer a vontade de Deus e transmitir os ensinamentos de Jesus Cristo à comunidade”.
“Se eu tivesse que resumir todos estes anos, diria que foram vividos com alegria satisfação e a certeza do cumprimento da minha missão. São 44 anos de sacerdócio e graça maior que essa, somente o Céu!”.
João Lourenço