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01.Abr - Ser homossexual é pecado? Papa Francisco disse isso
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Ser homossexual é pecado? Papa Francisco disse isso

O Papa Francisco falou sobre a homossexualidade em sua entrevista ao jornalista espanhol Jordi Évole, transmitida no domingo, 31 de março, pelo canal de televisão ‘La Sexta’, e refletiu sobre se é ou não pecado.


 


Consultado sobre a frase “quem sou eu para julgar?”, o Santo Padre indicou que “as tendências não são pecado. Se você tem tendência à ira não é pecado. Agora, se está irado e prejudica as pessoas, o pecado está aí”.


 


“O pecado é atuar, por pensamento, palavra e obra, com liberdade, uma tendência”, disse.


 


De fato, tal como assinala o Catecismo da Igreja Católica em seu numeral 2358, “um número considerável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente radicadas. Esta propensão, objetivamente desordenada, constitui, para a maior parte deles, uma provação”.





“Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição”, acrescenta o Catecismo, que indica no numeral seguinte que “as pessoas homossexuais são chamadas à castidade”.



 


O Santo Padre também se referiu a algumas declarações suas no voo papal de retorno de Irlanda para Roma em agosto de 2018, quando aconselhou os pais de crianças que apresentam aparente tendência homossexual a recorrer a um psiquiatra.


 


“Toda pessoa tem direito a ter um pai e uma mãe, a ter um lar. E um pai e uma mãe têm direito a ter um filho, venha como vier a criança. Se há um caso de homossexualidade, eu compreendo que provoca dor à família isso, pela cultura atual, todas essas coisas. Mas, diálogo, diálogo, é pai e mãe, é filha ou filho, mas nunca se tira do lar uma pessoa porque tenha tendência homossexual”.


 


Nessa ocasião, disse o Papa, “fiz uma distinção: outra coisa é quando a pessoa é muito jovem, muito pequena e começa a demonstrar sintomas raros e neste caso convém ir... e eu disse ‘psiquiatra’. Naquele momento te sai a palavra que sai quando fala um idioma que não é o teu”.


 


Referia-se, explicou, ao fato de que se deve “ir a um profissional, a um psicólogo, que mais ou menos veja a que se deve isso antes do diagnóstico”.


 


“A mídia publicou que o Papa manda os homossexuais ao psiquiatra, e não viram o outro. E isso é má fé”, indicou.


 


“Estou falando de um jovem que está se desenvolvendo, os pais começam a ver coisas raras. Consultem, por favor, e vão a um profissional e, então, se verá a que se deve, pode ser que não seja homossexual, que se deva a outra coisa”, disse.


Fonte: ACI Digital

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