Catedral São Francisco Xavier
História dos Vitrais
História dos Vitrais

VITRAIS

Os 20 vitrais que compõem a Catedral de Joinville foram confeccionados por uma empresa da capital Paulista. Como o custo era muito alto, a colocação das obras aconteceu em etapas. Os seis primeiros vitrais mostram os “Atributos do Pai”, do caos da criação até a passagem pelos três reinos (mineral, vegetal, animal), as próximas sete imagens representam os sacramentos da Igreja Católica, já os últimos sete mostram o homem chegando até Deus pelo seu trabalho, profissão e oração no dom do Espírito Santo. “Não bastam apenas colocar imagens de santos nos vitrais, eles precisam ter uma caminhada teológica”, defende Monsenhor Bertino.

O SENTIDO

São a alma da Catedral. Sem eles toda essa construção não passaria de simples blocos amorfos e sem sentido. Materialmente, representam luz e simbolicamente a graça divina que nos assiste, ilumina e alimenta. A ideia de fundo é a teoria da dinâmica evolutiva na visão de Tilhard de Chardin. Corresponde mais ao estilo estrutural da Catedral e representa, de certa forma, uma síntese doutrinal.

Os vitrais foram pensados de uma forma tal que agradassem a todos, pelo jogo de cores, mas fosse também fonte de inspiração para os estudiosos pelo profundo sentido que apresentam.
Na execução se adotou um tipo mais condizente com o contexto e estilo da catedral, chamado Vitral cimentado, no qual a própria nervura tem efeito ornamental.

A Catedral tem forma circular – oval, com um perímetro sem começo nem fim. Essa mesma idéia foi transportada para os vitrais. Todos eles estão dispostos em círculo e quando pensamos que já vimos tudo, o olhar é atraído para o seguinte, porque no fundo de cada vitral, se encontram à direita, em baixo, os primeiros vestígios do seguinte. Foram criados como um painel contínuo. Em progressão.

Nos desenhos distinguimos dois elementos:
1. Tema em si mesmo – uma ideia que caminha.
2. O movimento de fundo – Constituído por espirais em forma oval que vai interligando um vitral ao outro. Sugere evolução, ritmo, progressão e leva a procurar o vitral seguinte.

Os símbolos ao longo de todo aquele painel, nas diversas janelas, também foram distribuídos num sentido de continuidade e movimento. Os símbolos não foram colocados claros demais para não serem esgotados num primeiro olhar. Nem obscuros demais para não serem compreendidos. Em vez de ficar diante do mistério do vidro, é preferível ficar diante do mistério de Cristo. Estão distribuídos em 3 séries:
- A atuação do Pai;
- A atuação de Cristo através dos Sacramentos;
- A atuação do Espírito Santo.

Para localizar os vitrais entre pela porta principal e siga até o altar central. Volte-se novamente para a porta principal, e, à sua direita, encontrará um vitral assinalado com a letra A. É o primeiro de uma série de 6 que mostram a “Atuação de Deus” na criação do mundo até a criação do homem e o nascimento de Cristo.

1º VITRAL
Completamente indefinido. Representa o caos. Mas, já no fundo desse mesmo quadro, em baixo, à direita, perceberá os vestígios do seguinte: o reino mineral. Esta sequência aparecerá em todos os vitrais e dá a ideia de continuidade e movimento.

2º VITRAL
Destaca o reino mineral: no fundo já aparecem vários tipos de plantas.

3º VITRAL
Aparece o reino vegetal: mostra pés de café, cana de açúcar, bananeira, flores e folhagens, trigo e uva.

4º VITRAL
Põe em movimento todo o reino animal. Animais andando como: jumento e o cervo, aves voando, peixes nadando.

5º VITRAL
Retrata o homem, deitado no berço da história, estendendo as mãos para “alguém” o ajudar a levantar-se. Olha a natureza e sente que deve transformá-la. Por isso cria os seus instrumentos de trabalho. Está percebendo, no fundo, os primeiros sinais da estrela que vai brilhar.

6º VITRAL
Refulge e estrela da humanidade, Jesus Cristo. Na cauda do cometa está a assinatura: PX. Símbolo de Jesus Cristo. Eu sou a luz do mundo. Nota: Já na área do Presbitério, os 7 vitrais seguintes mostram a atuação de Deus Filho, através dos Sacramentos. Nesta série há uma característica: faixas amarelas. Na natureza o amarelo simboliza o ouro. Nos sacramentos, significa a nobreza e riqueza que Cristo representa para nossa vida.

7º VITRAL
O batismo. É simbolizado pela água que jorra da pedra, lembrando a palavra de Deus a Moisés: “Ferirás a rocha e a água jorrará. E o povo poderá beber” (Ex 17,6). A água simboliza vida e purificação.

8º VITRAL
A crisma. Lembra as línguas de fogo de Pentecostes e os 7 Dons do Espírito Santo. Essa cor vermelha voltará sempre mais intensa nos 7 últimos vitrais para significar o esforço de penetração do Espírito Santo na humanização do mundo.

9º VITRAL
A penitência. É simbolizada através de um galo cantando. Lembra as palavras de Cristo: “Pedro, antes que o galo cante, tu me terás negado 3 vezes”. O galo cantou... e Pedro se lembrou....saiu...e chorou (MT 26,76). Essa dor do arrependimento do apóstolo vem representada pela flecha que atravessa a garganta do galo...

10º VITRAL
A eucaristia. É apresentada por espigas de trigo e uva “fruto da terra e do trabalho do homem” (3º vitral). Como ninguém pode viver sem comer e beber, assim também ninguém consegue personalizar a sua vida em Cristo, sem o alimento divino.

11º VITRAL
O matrimônio. É mostrado duas alianças vermelhas, entrelaçadas, para simbolizar a celebração do amor. Esse amor será tanto sólido e profundo, se o casal tomar consciência de que a cruz de cada dia, amor e sofrimento, têm a mesma “cor”: redimem e fazem crescer.

12º VITRAL
Unção dos enfermos. Uma cruz colocada em campo completamente verde, abre pistas para a pomba da paz levantar vôo em busca da vida definitiva. Para o cristão morte não é o fim. É passagem para MAIS VIDA...

13º VITRAL
Sacramento da ordem. É simbolizado pelo báculo e duas mãos oferecendo a matéria do sacrifício: pão e vinho. O báculo está inclinado, junto às mãos que oferecem trigo e uva, para significar que a missão do Bispo é servir. Os sete vitrais seguintes pretendem fixar os grandes passos da humanidade na evolução da cultura até aos nossos dias. Tais como: as pirâmides, o papiro, a imprensa, indústria, laboratório, medicina, eletricidade, os meios de comunicação social, o átomo, a conquista do espaço.

14º VITRAL
Salta aos olhos o globo terrestre, campo de trabalho onde o homem vai demonstrar a sua capacidade criadora, herdade de Deus.

15º VITRAL
Aparecem as nítidas pirâmides, um rolo de papiro, pergaminhos, livros abertos e fechados. Temos presente a evolução da imprensa.

16º VITRAL
Mostra fábricas com suas chaminés poluidoras.

17º VITRAL
Esquematiza muito bem os laboratórios, física, química e o símbolo da medicina.

18º VITRAL
Retrata a eletricidade: focos, transformadores de retransmissão e TV.

19º VITRAL
Apresenta o campo das telecomunicações e o homem na conquista do espaço, entrando no mundo das estrelas. Leva debaixo do braço o mundo que já conquistou com a ajuda daquele que lhe estendeu a mão no berço da história (5º vitral), e com a outra mão aponta para o infinito, seu ponto de chegada – Deus.

20º vitral
Encerra a história: No centro encontramos o olho de Deus Pai. Aos pés do vitral vemos as mãos de Deus Filho oferecendo a Deus Pai o universo evoluído, redimido e transformado pela mão do homem com seu criador, no dom do Espírito Santo, para então entrar na imensidão de Deus. Deus começou a criação, mas confiou ao homem a continuação, de modo que somos responsáveis pelo mundo que construirmos.

 
 
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